Acabo de descobrir através do The Guardian uma nova banda sueca que me deixou muito bem impressionado: O’Spada, nome originário de Júlia Spada, a vocalista.
A editora Despotz Records designou-os como “a bastard child between Prince, Jackson 5 and Justice”, por isso, tudo o que vem por aí deve ser, no mínimo, original.
O novo single ‘Time’, que faz parte do álbum a lançar no final do ano, é dance music puro directo dos anos 80, com floreados disco muito frescos. Bom, pegajoso, energético e bem disposto.
As bandas suecas continuam a deixar-me em alta (e as australianas também). Swedish do it better, for sure. Depois de WhoMadeWho, The Sound of Arrows, Alphabeat, Lykke Li, entre tantos outros, O’Spada lançam este single exuberante synthfunk meets electropop, que coloca as expectativas no máximo. ‘Time’, que conta com alguns bons remixes, ‘Enemy’ e ‘Let Go’ são os singles a descobrir para já.
Fica também um dos melhores remixes que anda por aí de ‘Time’ por Suck Shaft:
Hoje falo de uma banda que surgiu há pouco mais de um ano e que anda a fazer um buzz tremendo na blogosfera. E compreendo perfeitamente porquê. Os Music Go Music, com o álbum de estreia Expressions, impressionaram-me desde a primeira música.
Com reminiscências óbvias de ABBA, Blondie ou Elton John, ou qualquer outra banda que os tenha influenciado, os Music Go Music fazem dos anos 70/80 o seu palco, mas vão muito mais além, com músicas que viajam pelos ouvidos e arrastam o corpo para uma batida impossível de controlar. As comparações são obrigatórias, mas o mérito, a teatralidade e a voz da belíssima Gala Bell, ganham identidade própria e única, que não de mistura. Um álbum de pop/disco exuberante, um salto gigante do ‘ABBA Revival’, ao qual foram colados.
Este é um álbum sólido de ritmos alucinantes, sem momentos fracos, com uma energia impecável desde o primeiro tema, o assombroso ‘I Walk Alone’, passando pela sonoridade épica em crescendo de ‘Reach Out’ (o meu favorito) ou o brilhante (e reconhecido hit entre fans) ‘Warm in the shadows’, pautado por baterias distorcidas, guitarras poderosas, disco-sound psicadélico e, claro, muitas pandeiretas.
Ficam ‘Warm in the Shadows’, e os marcantes ‘I Walk Alone’ e ‘Reach out’:
Pouco se sabe desta dupla de DJ’s, apenas que são londrinos, têm um myspace quase vazio e estão a começar em grande. A primeira demo “Gold In the Fire”, que relembra um pouco Junior Boys, abre caminho a um grande e ambicioso percurso para esta banda mistério. Do que nos desvendam só se pode esperar o melhor: por um lado, o nome Monarchy – genial, sonante, majestoso;por outro o grafismo, um género de The Sound of Arrows meet Dune, em sintonia perfeita com o single – moderno, romântico, poderoso. O som é minuciosamente trabalhado, numa faixa melodiosa electro-pop que começa numa batida preguiçosa, com sintetizadores lânguidos e um coro vozes intimistas e sensíveis, que se colam ao ouvido numa explosão electrónica de falsetes energéticos, vozes robóticas (vocoders) e sonoridades espaciais.
Fico muito curioso para ouvir mais de Monarchy. Definitivamente uma banda a manter debaixo de olho.
Skywriter é esperado álbum de estreia de DatA, o DJ francês também conhecido por David Guillon. Este jovem produtor surgiu na cena electro francesa seguindo tendências de bandas como os Justice, mas destacou-se com EP’s como ‘Trop Laser’, ‘Aerius Light’, ‘Rapture’ ou ‘One in a Million’. Num som marcado por influências disco, funk ou house de revivalismo 90′s, o álbum Skywriter alterna entre temas de synthpop melódico e o electro pesado, abusando com rigor das batidas sintéticas, das guitarras estridentes e de vozes poderosas.. Do funk cool de ‘So Much in Love’, ao industrial ‘Nightmare’, passando pelo climax fervoroso de ‘One in a Million’, este é um disco que mostra grande amplitude, diversidade e dinamismo.
Aqui fica ‘Rapture’, uma das minha faixas preferidas, com vocais de Sebastien Grainger, uma mistura de disco com electro e uma letra de se prende ao ouvido durante dias.
O DJ francês Alan Braxe acaba de lançar uma dub-version genial do single ‘Broken-Hearted Girls’ de Beyoncé, retirado do seu último álbum “I am Sasha Fierce” platinum edition. Um remix incendiário que promete agitar as pistas de dança.
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