12.29
Em 2010 esperam-me grandes concertos. Em Março, já tenho lugar marcado nas imperdíveis La Roux e Florence and The Machine. Em Fevereiro, quero dar um salto ao Porto porque não posso faltar a Glass Candy (de quem já falei anteriomente) e esta deliciosa descoberta que são os Desire.
A vocalista Megan Louise foi descoberta pelos Glass Candy durante um tour num club de Montreal. Atraído pela sua voz cristalina e sensual, Johnny Jewel, responsável por musas como Glass Candy ou Chromatics, logo a assinou pela editora Italians Do It Better e, juntamente com Nat Walker, criou o projecto Desire.
As sonoridades têm o cunho pessoal de Jewel: guitarras eléctricas pesadas que se arrastam, batidas italo-disco, teclados vintage, disco-noir decadente, vocais femininos atraentes mas em queda, sussuros sexuais embebidos numa qualquer droga alucinogénica, pontuados por drum machines e sintetizadores em staccato. O estilo situa-se entre o dance music e o indie pop, mais obscuro que adocicado.
Os Desire têm um álbum de estreia, intitulado II, que explora a esperança e o amor perdido. O resultado é uma colecção incrível de 8 músicas que percorrem a inocência da juventude e os males de amor em melodias luxuosas de ritmo hipnótico.






