2009
12.21

“L-O-V-E, it’s a mystery, where you’ll find me, where you’ll find all is love”

O conto de crianças (e adultos) Where The Wild Things Are, do autor/ilustrador Maurice Sendak, chegou finalmente ao cinema pelas mãos do realizador Spike Jonze. Um filme incrível que conta a história de Max, um rapazinho incompreendido de imaginação fértil, que foge de casa para uma ilha habitada por monstros impiedosos. Max rapidamente conquista os estranhos membros do grupo, proclamando-se Rei e aproximando-os como há muito tempo não acontecia. Uma história sobre amor, amizade e o medo voraz de ficar sozinho. Uma jornada que celebra a exuberância da infância, sem deixar de fora as partes difíceis de crescer,

A banda sonora, uma das melhores que já ouvi, foi deixada a cargo de Karen O (vocalista dos Yeah Yeah Yeahs) e não podia estar mais enquadrada no ambiente negro e sentido do filme. A vocalista chamou até si uma lista de talentos indie rock que incluem nomes como Bradford Cox (Deerhunter), Brian Chase (Yeah Yeah Yeahs), Imaad Wasif (New Folk Implosion, Alaska), Greg Kurstin (The Bird and the Bee), entre muitos outros, e um coro de crianças sem qualquer experiência musical para temas como All is Love, um hino à felicidade de ser criança e à aventura, que capta a verdadeira essência do filme. Muitas das faixas são instrumentais, pontuadas por uivos e gritos de guerra que nos fazem mergulhar neste cenário de penumbra e encantamento.

Ficou apenas a faltar Wake Up dos Arcade Fire, re-editado para sonorizar o trailer do filme, que estranhamente não integra a banda sonora.

Deixo o trailer do filme e o convite para descobrirem esta OST visceral e obrigatória.

2009
12.18


Já deve ter dado para perceber que sou um admirador confesso da música electrónica sueca. Encontrei aqui uma pérola que me ofuscou. A sueca Robyn, sob o nome artístisco de Rakamonie, iniciou o seu percurso em remixes da melhor forma, com Change of Heart da também sueca (e uma das minhas musas) El Perro del Mar. O resultado não podia ser melhor: a voz doce e inocente de Sarah Assbring envolvida numa batida de dança electropop suave e sonhadora. Perfeito para embalar.

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2009
12.17

BEST OF 2009

Depois de todos os grandes lançarem as suas listas de BEST OF de 2009 (Rolling Stone, NME, SPIN, Pitchfork), sugiro a minha. É muito pessoal, com pouco em comum com o resto das publicações, mas é assim. Gostos não se discutem e para mim estes foram os melhores do ano, pelo menos a rodar no meu iPod. Mas vou ver os mais badalados pelos críticos. Entretanto fica o meu TOP25, sem qualquer ordenação de preferência:

Lungs – Florence and the Machine

Skywriter – DatA

Red – Datarock

Nonsense in the Dark – Filthy Dukes

Music for Men – The Gossip

The Future Will Come – The Juan MacLean

Begone Dull Care – Junior Boys

La Roux – La Roux

Expressions – Music Go Music

Manners – Passion Pit

Dance Mother – Telepathe

The Plot – WhoMadeWho

XX – The XX

Away from the Sea – Yuksek

The Crying Light – Antony & the Johnsons

Walking on a Dream – Empire of the Sun

Blood Moon – Apes and Androids

Two Suns – Bats for Lashes

Wolfgang Amadeus Phoenix – Phoenix

Animal - Miike Snow

It’s a Blitz! – Yeah Yeah Yeahs

Un – Dan Black

Scars – Basement Jaxx

Immolate Yourself – Telefon Tel Aviv

The Phenomenal Handclap Band – The Phenomenal Handclap Band

2009
12.16

Conhecida pelas suas colaborações com grandes nomes como Santigold, N.A.S.A., Yuksek, Diplo ou SpankRock, a rapper norte americana Amanda Blank lançou o seu álbum de estreia I Love You. Um disco produzido por Diplo, Switch e XXXChange, com acabamentos geniais de novas e antigas parcerias como SpankRock, Santigold, Lykke Li ou The Cool Kids.

Com um som muito clubber, uma voz e presença muito marcante, Amanda Blank mistura pop, rap e electro, e diz-se influenciada pelos 90’s, R&B, música de dança 80’s, indie, new wave e brit pop. Uma confusão de estilos que não faz qualquer atrito no ouvido. O seu rap lembra-me Peaches. Em vez de falar da injustiça social ou da condição humana, ela aponta descaradamente à festa e ao interior das calças. E isto, por vezes, faz com que pareça que se está a esforçar demasiado para chamar a atenção. Mas adiante…

I Love You é um álbum sexual e atrevido pontuado pelo ritmo acelerado dos sintetizadores, percursão pesada e batidas de dança com alguns momentos altos como Shame on Me, A Love Song (rescrito a partir do I Need Love de LL Cool J e samplado com Santigold) ou a mais melódica Leaving You Behind, onde partilha o microfone com a sueca Likke Li.

2009
12.15


Ora aqui vem uma relíquia. Passado quase uma década desde Lovers Rock, a belíssima Sade (quem não gosta dela) marcou o seu retorno com Soldier of Love, faixa que dá o nome ao novo álbum com lançamento agendado para 8 de Fevereiro. A essência está lá, o soul quente da Nigéria, a melancolia envolvente e a sensualidade da percursão numa marcha de batidas militares. Faz crescer água na boa…

Entretanto fica também o fantástico remix de Konrad.

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Sade – Soldier Of Love (Konrad Remix)

2009
12.14


Os Portishead lançaram recentemente “Chase the Tear” para a Amnistia Internacional, para celebrarem o Dia Mundial dos Direitos Humanos, que ocorreu no passado dia 10 de Dezembro. Todos os lucros irão reverter para ajuda humanitária.

A faixa está disponível para download exclusivo na 7 digital. Se queres ajudar, compra este single e faz o teu contributo para a luta pelos direitos humanos.

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