2010
01.31


Os nova-iorquinos Shy Child, acabam de estrear o vídeo para Disconnected, extraído do álbum a lançar a 1 de Março, Liquid Love, o quarto álbum da dupla que sucede a Noise Don’t Stop de 2007. Disconnected é tema pop borbulhante, que puxa para um Nu-Disco a descair para o indie-electro.

O single será ser editado com remixes de Ocelot, Moscow, Shuttle e Anoraak.

Fica o vídeo e a música Criss Cross, que a banda disponibilizou para download no site oficial.


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Shy Child – Criss Cross

2010
01.29


Em menos de dois dias, volto a falar dos Massive Attack e do seu Heligoland, álbum que tenho em grande expectativa. Desta vez, mostro o vídeo de Paradise Circus que conta com a voz de Hope Sandoval.

Este vídeo tem gerado grande controvérsia, em parte porque provavelmente, depois de o verem, nem se vão lembrar da música. Paradise Circus, dirigido por Toby Dye, combina footage do documentário porno de 1973 The Devil in Miss Jones com testemunhos e reminiscências da sua principal protagonista Georgina Spelvin, que conta como nunca teve vocação para ser prostituta, mas como tudo parecia mais sedutor à frente de uma câmara. Não aconselhável a menores de 18.

Já diziam as Doce: quente, quente, quente, quente, quente até queimar!

2010
01.29

Os Delphic voltam a confirmar a minha opinião sobre a qualidade da banda. O trio, formado por Richard Boardman, Matthew Cocksedge e James Cook, tem um ar aprumado, calmo, quase nerdy e tem vindo a apostar numa linguagem visual igualmente acinzentada e monocromática. A meu ver esta ‘estratégia’ ainda potencia mais o música da banda, que funciona assim como uma verdadeira explosão de cor e emoção em cada acorde. Depois de This Momentary, Counterpoint e Doubt, todos dentro da mesma paleta de cromática, chega o belíssimo vídeo para o single que se segue, Halcyon, uma das melhores músicas do álbum Acolyte.

A música, cheia de energia e constantes duelos entre o teclado, a guitarra e o sintetizador, surge aqui a colorir um cenário rochoso e nebuloso dominado por corpos que parecem assombrados a ondular ao vento. Soberdo!

Vejam o vídeo e delirem com banda como eu:

2010
01.28

Na minha dose de Cálssio diária descobri que, ainda nem saiu Heligoland, o mais recente álbum da banda trip-hop Massive Attack, já o duo disponibilizou para streaming na sua página oficial de Facebook algumas remisturas que aguçam ainda mais o apetite dos fans.

Paradise Circus, Pray For Rain, Fatalism e Girl I Love You são os temas que saltaram para o gira-discos de Gui Boratto, Tim Goldsworthy, Ryuichi Sakamoto & Yukihiro Takahashi, She Is Danger e Breakage.

Heligoland conta com colaborações de MArtina Topley-Bird, Horace Andy e Damon Albarn, entre outros, e chega às lojas a 8 de Fevereiro.

2010
01.28

Quase um ano depois do lançamento de It’s a Blitz pelos Yeah Yeah Yeahs, disco que foi considerado por muitos o melhor do ano, chega o vídeo oficial de Skeletons. Esta música excelente e melodramática é retrada na perfeição pelas imagens de Karen, Brian e Nick em versão translúcida e esfumaçada.

O vídeo foi realizado por Barney Clay, que no passado trabalhou com Gnarls Barkley ou Dirty Pretty Things, e gravado no cemitério Hollywood Forever, em Los Angeles. Este teledisco antecipa a publicação do single Skeletons, que inclui a versão acústica e que chega a 1 de Fevereiro às lojas digitais.

Aqui fica o vídeo:

2010
01.28

Avaliação: ★★★★☆

Confesso que nunca acompanhei o trabalho de Hans-Peter Lindstrøm, mas este terceiro álbum fez-me viajar para uma qualquer praia perdida nas Baleares. Depois de Where You Go I Go Too e II, o produtor de Oslo lançou este mês Real Life Is No Cool, um disco que mistura fragmentos de quase 40 anos de música de forma tão natural que parece fácil.

Lindstrøm aposta forte nas sonoridades electropop e ítalo-disco dos anos 70/80 e conta com a colaboração da cantora Christabelle, que já o tinha acompanhado no passado, creditada como Solale, nos temas Music in My Mind (2003) e Let’s Practise (2005), ambos incluídos neste longa duração. Facilmente se poderá comparar Lindstrøm a Giorgio Moroder, um dos seus principais mentores. Como Moroder, o produtor norueguês partilha o groove disco, os sintetizadores galáxicos, as batidas electro e a musa inspiradora – embora Moroder ficasse de longe a ganhar com a diva Donna Summer.

Real Life Is No Cool é uma jornada épica de space disco, um house baleárico ensolarado, colorido e exuberante, onde dominam vozes sussuradas e inebriadas, as ondulações soul e funk, pautadas por palmas sintetizadas em pastiches sonoros que revisitam Michael Jackson ou Prince.

O álbum começa com Looking for What, tema que começa com a voz de Christabelle em reverso, fantasmagórica, e desenvolve ao ritmo do baixo funk, synths cósmicos, piano e vocais sensuais ao estilo Glass Candy. Lovesick é marcada ao ritmo do baixo soul omnipresente, com gostinho a WhoMadeWho (em Keep me in my Plane), ambientes disco, piano e sintetizadores bem orquestrados. Let it Happen acelera o ritmo com uma batida mais progressiva e cresce para Keep it Up, umas das minhas favoritas, que parece ter sido tirada da era Prince, com vocais etéreos, meio falados, meio cantados, que inspiram optimismo no refrão Keep it Up. Segue-se Music in my Mind, carregado pela gravidade dos baixos e voz ondulante que se perde em ecos. Passando para outro single, Baby Can’t Stop, um notável tributo a Off The Wall de Michael Jackson, modernizado com vocoders robóticos, instrumentos de sopro e sintetizadores discosound. Em Let’s Practise, a voz de Christabelle ganha todo o protagonismo num jogo sensual entre o provocatório e o inocente, sob uma linha de baixo musculado. Quase, quase no fim, chega o animado So Much Fun, piano e house ondulante ao género Scissor Sisters estou-prestes-a-rebentar-de-feliz. Never Say Never e High & Low fecham a viagem com breakdown psicodélico denso e caótico e um chill out embriagado para ouvir de caipirosca na mão sobre um colchão de água numa praia quente de Ibiza.

Ficam as minhas favoritas e uma remistura deliciosa dos Aeroplane para Baby Can’t Stop. Se gostarem, podem comprar o álbum aqui.


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