Descobri este duo apenas hoje e fiquei muito bem impressionado. Asher Gray (Diamonds) e Richard Galling (Richard Richard) formam os The Glamour, banda chegada de Milwaukee com uma mão cheia de temas de puro electrohouse altamente recomendáveis para animar uma festa.
Estes DJ’s, que começaram a rodar discos juntos em 2001, já não são novidade. A diferença é que assinam agora pela editora londrina Cheap Thrills do produtor Joshua Harvey (a.k.a Hervé), e reinventaram o seu som com estética synth e disco club, como poderão comprovar no EP LoveBurn, acabado de lançar no Beatport.
Para marcar o acontecimento, a banda deixou a sua interpretação de Robot Rock, um cover dos Daft Punk, incluído no lado b do EP. Impossível não dançar.
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O espírito rebelde James Murphy, astro iluminado que lidera os LCD Soundsystem, disponibilizou um preview do álbum que se avizinha através de um vídeo caseiro do seu estúdio no site oficial da banda. Aqui fica o Clip 1, dirigido por Davis Baum.
O terceiro, e possivelmente último, disco dos LCD Soundsystem tem data agendada para Maio.
Estava a tentar evitar falar dos Delphic e do seu álbum de estreia Acolyte. Até porque já tudo se disse sobre a banda e não gosto de massacrar. Mas que se dane, este blog é meu e por isso vou voltar a falar destes rapazes. A razão é simples: não consigo deixar de ouvir disco e acho-o obrigatório em qualquer aparelho emissor de ondas sonoras. Os três singles divulgados ao longo do ano, Counterpoint, This Momentary e Doubt souberam vender o longa duração e o resultado não decepcionou. Definitivamente o primeiro grande disco deste ano.
O grupo, a que muito chamam de novos New Order ou a versão 2.0 dos Friendly Fires, é formado por 3 rapazes de aspecto compostinho, e produz música electropop, acompanhada por caixas de sons experimentais, teclados, guitarras, sintetizadores e percursão, baladas ao estilo Pet Shop Boys e momentos de rock purista. Sem vocais de grande relevo, mantêm-se em harmonia com timbres que se aninham ao ritmo de cada música, tranquila e melodiosamente.
Counterpoint, o momento alto desta viagem, é uma obra prima lindíssima, ritmo futurista e emergente que nos faz levitar, letra e vozes que apaziguam o espírito com o refrão ‘nothing’s wrong today’, uma faixa que nos transporta para outra dimensão. Mas há outras boas surpresas: Clarion Call, tema de som instrumental épico que ganha corpo e nos abre a retina para mergulharmos nas próximas faixas; Red Lights, Halcyon, Submission e Doubt, malhas absurdamente contagiantes, que capturam sem esforço a euforia e melancolia escondida nas letras; This Momentary, percussão tribal em jeito de chamamento guiado por uma força maior (‘let’s do something real’); Acolyte, teclados que acordam calmos e explodem num crescendo intergaláctico de sons 8-bit de jogos de computador e, finalmente, Remain, balada pop acompanhada ao piano que fecha o disco em cadência chill out e deixa uma vontade incontrolável de voltar a ouvir tudo de novo.
O trio de Manchester prepara-se agora para relançar os seus dois primeiros singles pela Modular Records – Counterpoint e This Momentary (inicialmente editados pela francesa Kitsuné) e Sanctuary. Esta release, exclusiva para os EUA, inclui remixes de Nightmoves, Reinassance Man e Everything Everything e será publicada em Digital, a 12 de Março, e em Vinyl limitado no dia 16 desse mês.
Para celebrar esta release a banda presenteou-nos com uma magnífica remistura para Fences, incluída no álbum sensação de 2009 Wolfgang Amadeus Phoenix dos Phoenix. No site da editora há outro bónus para download, o Modcast do set que a banda tocou no ano passado no programa de rádio Alternative Therapy de Mike Joyce.
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A editora Manimal Vinyl está a organizar um tributo a David Bowie que chegará às lojas em Maio deste ano. Os lucros reverterão integralmente para a War Child UK, associação que se dedica à protecção de crianças que habitam as mais perigosas zonas de guerra do mundo como o Iraque, Afeganistão, Uganda e República Democrática do Congo.
O alinhamento do disco tem sido sujeito a inúmeras alterações e controvérsias, como o rumor da participação dos Radiohead, que mais tarde veio a ser desmentido, ou a remoção abrupta dos MGMT que ainda aguardam aprovação da sua produtora. No entanto, os nomes oficiais não deixam de ser empolgantes: a Primeira Dama francesa Carla Bruni, Megapuss – a banda de Devendra Banhart, Duran Duran, Chairlift, The Polyamorous Affair, Soulwax entre muitos outros.
Espera-se que a partir de 15 de Fevereiro comecem a ouvir-se os primeiros temas deste álbum. Este é o terceiro tributo da Manimal, e possivelmente o último, após os anteriores dedicados a Madonna e The Cure.
Dêem um salto ao site da War Child UK, façam o download na loja online e contribuam para esta causa. Entretanto aqui fica o alinhamento oficial (até à data):
EXITMUSIC – Space Oddity
VIVIAN GIRLS – John, I’m Only Dancing
MEGAPUSS (Devendra Banhart) – Sound + Vision (em espanhol)
CARLA BRUNI – Absolute Beginners
LIGHTS – World Falls Down
VOICESVOICES – Heroes
DURAN DURAN – Boys Keep Swinging
CHAIRLIFT – Always Crashing in the Same Car
ASKA w/ MOON & MOON – African Night Flight
A PLACE TO BURY STRANGERS – Suffragette City
POLYAMOROUS AFFAIR – Theme From Cat People
KEREN ANN – Life on Mars
SWAHILI BLONDE (feat. John Frusciante) – Red Money
Há muito tempo que esperava pelo álbum de estreia do trio britânico CHEW LiPS. Depois de temas como Solo ou Sailt Air, que me prenderam a atenção nas compilações Kitsuné, ou dos incríveis singles oficiais Slick, Seven ou Play Together, três malhas electro synthpop contagiantes extraídas de Unicorn, o álbum de estreia publicado hoje, admito que estava a salivar.
Unicorn é um álbum cativante de enquadramento pop electrónico e som embutido de talento e emoção genuínos. São dez as faixas que compõem o longa duração e que combinam ritmos de sintetizadores esvoançantes, baixos carregados, pianos, guitarras, teclados pulsantes, cordas melodiosas, ruídos industriais, samples 8-Bit numa produção prodigiosa que deixa brilhar e respirar o verdadeiro elemento que destaque deste disco – a incrivelmente sedutora voz da vocalista Tigs.
Tigs tem uma voz de extremos, que saltita entre temas doces, frágeis e melancólicos de cortar a respiração como Too Much Talking ou Piano Song, ou melodias que se prendem à cabeça, poderosas, optimistas, cheias de garra, que enchem o peito com vontade de dançar como Seven, Gold Key ou fabuloso Karen (que relembra Karen O, vocalista dos Yeah Yeah Yeah – a semelhança vocal entre as duas cantoras chega a ser ridícula). Outras músicas como Toro, Two Hands ou Eight também não desiludem.
Em resumo, o disco ainda não atingiu o ouro. É bastante bom, mas passa demasiado rápido e não é memorável. E também fiquei decepcionado por Solo e Salt Air não estarem incluídos. Talvez esteja a ser precipitado. Contudo admito que, com apenas 32 minutos de duração, este álbum deixa vontade de voltar ao início uma e outra vez. Por isso, não vou entrar em pormenor sobre cada música para que descubram por vocês. Agarrem-no já aqui.
Ficam algumas das minhas favoritas:
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Uma pessoa atrasa-se um dia e já está espalhado por toda a blogosfera, mas vale a pena dizer mais uma vez. Ms. Alison Golfrapp e Will Gregory, que formam o duo electropop inglês Goldfrapp, marcam o regresso aos ritmos de dança com o mais recente single Rocket, extraído do quinto álbum Head First a publicar a 22 de Março. Depois de Seventh Tree em 2008, disco psych-folk, mais intimista e evocativo, a banda volta a comprometer-se com batidas dançáveis e sensuais nas pistas de dança, como não fazia desde os memoráveis Black Cherry e Supernature.
Com se prevê que seja o restante álbum, descrito como uma lufada de optimismo synth, euforia, fantasia e romance, Rocket é um single de inspirações ítalo-disco anos 80, com sintetizadores vintage que fazem lembrar os cabeludos Van Halen no tempos de Jump e vocais contagiantes a marcar a cadência.
Altas expectativas para este álbum. Entretanto podem adquirir o single oficialmente a 8 de Março, que chega com remisturas de Richard X, Tiesto, Grum e Penguin Prison.
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