2010
03.18

Achavam que este era o único blog à face da Terra a não publicar über-hyped teledisco de Telephone pelas divas pop Lady Gaga e Beyoncé Knowles? Enganaram-se. É claro que tenho de mostrar o vídeo Tarantinesco de quase 10 minutos, que já bateu recordes de visualizações no Youtube (em todo o lado aliás) e foi considerado pelo The Guardian como o Thriller da nova geração.

Claro que todo este falatório põe os talentos criativos a trabalhar. Por isso, hoje partilho a versão indie-pop desta canção feita pela dupla Pomplamoose Music (Nataly Dawn e Jack Conte), num vídeo caseiro onde mostram imagens de todos os instrumentos usados neste re-edit, comprovando que não precisam de orçamentos boçais para entreter.

A dupla é também responsável por remakes de músicas como Beat It de Michael Jackson, Singles Ladies de Beyoncé ou La Vie en Rose de Edith Piaf.

Para ver:

2010
03.17

Os Hot Chip deixaram de ser a banda nerd de óculos intelectuais e mostram o seu lado Backstreet Boys ao lado de uma figurinha marciana estranhamente parecida com Moby, no novo vídeo de I Feel Better. Cómico no mínimo.


2010
03.17

A estreia dos britânicos Florence and The Machine em palcos nacionais esperava-se com enorme antecipação. Numa sala totalmente esgotada na Aula Magna em Lisboa (para tristeza das várias pessoas que empenhavam cartazes à porta em busca de um almejado bilhete), o público entrou inspirado e receptivo logo na abertura do concerto pelas mãos do projecto londrino Sian Alice Group. Uma mão cheia de canções psychedelic-rock orgânicas e experimentais pela voz intensa da vocalista Sian Alice Ahern, a construir paisagens sonoras reminiscentes de PJ Harvey ou Tori Amos, e que deixou a plateia em ponto de ebulição, em especial, com a entrada de Florence Welch a acompanhar a percussão frenética no tema final.

Feita uma pequena pausa para a mudança dos instrumentos, deu-se o início de um concerto fenomenal com a entrada de cinco músicos (4 homens na bateria, baixo, guitarra e harpa e uma belíssima loira de saltos de 10cm na teclas), que só pecou pela fraca acústica da sala, visivelmente aquém de um espectáculo desgarrado como este. A apresentação de Lungs, álbum vencedor de um BRIT Award em 2009 e 2010, viveu da atitude desta ninfa eléctrica, mulher anjo/demónio de energia imparável e aspecto franzino, esvoaçante na sua túnica branca translúcida a contra-luz.

O assombroso Howl abriu o desfile de 13 canções com uma explosão de aplausos do público agitado e a primeira demonstração do poder vocal arrepiante de Welch. Após o encantamento do belíssimo som da harpa, seguiram-se os elementos rock do álbum, com uma versão acelerada de Kiss with a Fist e Hurricane Drunk e o sinal da empatia de Florence Welch com o público: com um abraço a uma fã claramente emocionada e depois ao chamar a plateia em êxtase para junto do palco. Welch conquistou-me com a sua figura de menina inocente, com o ar querido e pueril com que agradecia com sinceridade a aprovação do público português neste último concerto da digressão europeia, mas que rapidamente se eclipsava numa força da natureza errante, etérea e descalça, bailarina hipnotizante de violência tribal. Um furacão.

A celebração prosseguiu com o menos conhecido Hardest of Heart, tema incluído na re-edição de luxo de Lungs, e foi saltitando por todo o álbum com os poderosos My Boy Builds Coffins, Between Two Lungs ao que se seguiu Drumming, em versão TNT, muito mais explosiva que no longa-duração, mas que levou o público rouco ao delírio com a adrenalina da vocalista. Cada música foi cantada, aplaudida, trauteada até à exaustão nesta sala suada e deslumbrada como há muito não sentia. O concerto caminhava para o final com os emotivos Cosmic Love, I’m not Calling you a Liar e Bliding que desafiaram os mais afinados num climax sónico impressionante. Mas foi com o aclamado primeiro single Dog Days are Over que Florence pôs os batimentos cardíacos à prova numa insana sessão de saltos, que só confirmaram que esta banda respira mais rock que baladas pop.

Entre tentativas de comunicar num português arcaico um “vocês são bué fixes” ou “eu amo vocês, Florence e a sua máquina bem oleada de músicos voltaram para um encore poderoso, com o muito esperado You’ve Got the Love, e um bem ensaiado Rabbit Heart (Raise it Up) com o público a apoiar os coros apoteóticos de braços no ar.

Um concerto que virou a Aula Magna do avesso, com momentos de teatralidade e intensidade vocal impressionante, libertações de energia incompreensível, que Welch dominou com incrível carisma sedutor de forma tão subtil que pareceu fácil. E assim voltou a sair aos pulinhos, este furação de cabelos ruivos, espalhando abraços e flores pelo público eufórico que parecia acabado de sair de uma aula de ginástica.

Fotos: Manuel Lino


2010
03.16

Boas notícias chegam da inglesa PopJustice. Segundo a revista, a cantora SIA, que deu cartas com o feliz You’ve Changed, colocou na sua página de Facebook e no site oficial, 6 temas incluídos no próximo álbum We Are Born que chega a 7 de Junho. Gosto muito da versão dance 2.0 desta menina.
Vão lá vá, não se envergonhem.
2010
03.16


O escaldante vídeo para o primeiro single extraído de Heligoland dos Massive Attack, Paradise Circus (que já falei neste blog), já tem um merecido sucessor. Chegou a vez do segundo single Saturday Come Slow, que conta com a colaboração de Damon Albarn, vocalista de bandas como os Blur e Gorillaz.

Este pequeno vídeo fala do uso da música em potência máxima como instrumento de tortura nas prisões, através de testemunhos pessoais e factos científicos. Um clip muito interessante para ouvir ao longo de 8 minutos.

No blog da banda pode ler-se:

Filmed inside Cambridge University’s anechoic chamber (designed to create total silence) and featuring former Guantanamo Bay detainee, Ruhal Ahmed, this short by Adam and Olly is a reflection on Ahmed’s, this short by Adam and Olly is a reflection on Ahmed’s experiences whilst in detention (particularly how he was interrogated using high-volume music) and about the use of human sound on the body.

2010
03.16

Dizem que amanhã já começa a chover. Mas cá em casa o sol vai continuar a brilhar com a música deste senhor. Fred Falke é capaz de iluminar uma sala com as suas remisturas de Verão. Não há que não toque, que não dê ao original uma aura de positivismo e boa onda. Fench house no seu melhor.

Desta vez, Falke pegou no tema pop açucarado Call 911, da baterista e cantora Florrie, e arredondou-o com uma linha de sintetizadores baleáricos e um ritmo nu-disco energético e solarengo. Mais uma grande faixa para ouvir. Existe outra versão de 320 Kbps no site oficial da cantora.

Florrie – Call 911 (Fred Falke remix)

  • FOLLOW THE BEAT

    Stereo Beatbox on Facebook

    Follow stereobeatbox on Twitter

  • PAST BEATS

  • SPINNING